Dia Mundial Sem Tabaco
Abandonar o cigarro não é uma tarefa fácil. Sabendo que o tabagismo causa dependência física, psicológica e que cada organismo reage à falta de nicotina de uma forma, traçar uma “fórmula mágica” para abandonar o vício é impossível. No entanto, há algumas estratégias que podem ser utilizadas:
PARADA ABRUPTA
É quando se para de fumar de uma hora para outra, cessando totalmente o uso de cigarro. Em outras palavras, se consumir um maço por dia, a parada abrupta é fumar o maço usual hoje e nenhum cigarro amanhã.
PARADA GRADUAL POR REDUÇÃO
É quando se reduz gradualmente o número de cigarros diários até parar em definitivo. Por exemplo, um indivíduo que costuma fumar 20 cigarros por dia, se programa para deixar de fumar em 4 dias, diminuindo 5 cigarros por dia. No primeiro dia da programação reduzirá para 15, depois 10, 5 e zero.
PARADA GRADUAL POR ADIAMENTO
É quando se adia o horário do primeiro cigarro do dia até parar. Por exemplo, uma pessoa que está acostumada a acender o primeiro cigarro do dia às 8h, se programa para deixar de fumar em oito dias, adiando em 2 horas o primeiro cigarro do dia. No primeiro dia da programação, o primeiro cigarro será aceso às 8h. Às 10h no segundo dia, às 12h no terceiro, e assim por diante. Até que, no oitavo dia, o paciente acordará e não acenderá o cigarro.
É importante ressaltar que parar de fumar não é uma questão de falta de vontade ou de disciplina, o tabaco é um vício como qualquer outro e deve ser tratado com atenção. Se você tem encontrado dificuldades em parar, é fundamental buscar ajuda especializada!
Dia Mundial sem Tabaco
O Dia Mundial Sem Tabaco — 31 de maio – foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o intuito de alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo.
Tabagismo e potencial risco para Covid-19
Fumantes parecem ser mais vulneráveis à infecção pelo novo coronavírus, pois o ato de fumar proporciona constante contato dos dedos (e possivelmente de cigarros contaminados) com os lábios, aumentando a possibilidade da transmissão do vírus para a boca. O uso de produtos que envolvem compartilhamento de bocais para inalar a fumaça — como narguilé e dispositivos eletrônicos para fumar (cigarros eletrônicos e cigarros de tabaco aquecido) — também pode facilitar a transmissão do novo coronavírus entre seus usuários e para a comunidade.
Além disso, o tabaco causa diferentes tipos de inflamação e prejudica os mecanismos de defesa do organismo. Por esses motivos, os fumantes têm maior risco de infecções por vírus, bactérias e fungos. Os fumantes são acometidos com maior frequência de infecções como sinusites, traqueobronquites, pneumonias e tuberculose. Por isso, é possível dizer que o tabagismo é fator de risco para a Covid-19 e que é um agravante da doença: devido a um possível comprometimento da capacidade pulmonar, o fumante possui mais chances de desenvolver sintomas graves da doença.
Dia Mundial Sem Tabaco
O Dia Mundial Sem Tabaco foi criado em 1987, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para alertar sobre as doenças e mortes que podem ser evitadas com o abandono do tabagismo. Em 2018, o tema escolhido foi: Tabaco e doenças cardíacas.
Você conhece os riscos que o tabagismo pode trazer à sua vida?
O mais conhecido inimigo do pulmão também pode trazer doenças para o coração;
O tabagismo tem grande impacto sobre a saúde cardiovascular, além de causar dependência física, psicológica e comportamental semelhante ao que ocorre com o uso de outras drogas;
Não faz diferença como o tabaco é consumido: cigarros, charutos, cachimbos e narguilés fazem mal à saúde;
O tabaco mata mais de sete milhões de pessoas por ano, das quais cerca de 900 mil são não-fumantes que morrem por respirar o fumo passivo.
Doença cardiovascular: o que é?
Doença cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC) são, sobretudo, causados por um bloqueio que impede o sangue de seguir para o coração ou para o cérebro. O tabagismo é um fator que aumenta o risco de ocorrência de doenças cardiovasculares, pois forma placas de gordura nos vasos sanguíneos; aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca; induz a resistência à insulina e diabetes e produz inflamação e trombose. Além disto, a inalação de monóxido de carbono reduz a quantidade de oxigênio transportado pelo sangue.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são as principais causas de morte em todo o mundo (17,7 milhões de pessoas todos os anos). No Brasil, as doenças cardiovasculares são responsáveis por quase 30% de todos óbitos registrados no país anualmente, ocorrendo, em muitos casos, em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 64 anos).Os não fumantes, que respiram a fumaça do tabaco, têm risco aumentado de desenvolver doenças cardíacas em 25 a 30%. Para aqueles que param de fumar, após um ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade.